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Isquemia Cerebral

As isquemias cerebrais podem ocorrer por aterosclerose dos vasos intra ou extracraneanos, por embolia de natureza cardíaca e por patologia dos pequenos vasos cerebrais.             

O AVC isquêmico é uma forma de isquemia que representa uma das causas mais freqüentes de morte, além de ser uma doença de alta morbidade deixando seqüelas que respondem por diversos tipos de incapacitação, devendo, por isso ser adequadamente identificado e diagnosticado em suas diversas formas.Sua morbi-mortalidade deve ser conhecida para que sua prevenção seja   realizada.

A isquemia transitória é uma forma benigna de isquemia que pode se apresentar como um déficit visual ou visão dupla, distúrbios de linguagem, dormências ou formigamentos em um membro ou em um lado do corpo ou da face, além de tonturas, perdas do equilíbrio,incoordenação motora, entre outros sintomas.

É um sinal de alerta, pois quando se manifesta os vasos cerebrais e extra cerebrais já podem ser sede de estreitamentos vasculares de diversas montas inclusive estreitamentos críticos. É uma manifestação inicial dos distúrbios vasculares cerebrais isquêmicos e sua característica básica é o tempo de duração dos sintomas o qual não deve passar de 24 horas, sendo portanto reversível, sem deixar qualquer déficit no paciente. A compensação do fluxo intravascular no tecido cerebral pode se fazer pelas anastomoses arteriais, tanto nas terminações arteriais como nos vasos da base do cérebro, de modo que a melhora rápida dos sintomas pode não representar o real estado vasculatura cerebral. O desconhecimento deste fato e a recuperação rápida fazem com que o episódio seja minimizado pelo paciente e sua avaliação neurológica postergada.

Com sintomas brandos também podem ocorrer infartos lacunares, quando os vasos atingidos são os pequenos vasos, tanto do cérebro como do tronco cerebral. As manifestações podem ser de pequena monta, mas sua ocorrência também é preditiva de AVC maior no futuro, com quadro clinico mais complexo, com prognóstico mais reservado, podendo deixar seqüelas ou mesmo induzir ao óbito, seja por falha do mecanismo de compensação ou pela progressão da doença.

Entretanto o AVC isquêmico com lesão cerebral de maior ou menor intensidade e extensão pode ser a manifestação inicial já com risco de vida ou de seqüelas de diferentes intensidades no momento de sua instalação, o que significa ausência do mecanismo de compensação ou presença de lesão vascular severa.

Desta forma, ao ser acometido de uma manifestação isquêmica de qualquer natureza o paciente deve ser avaliado minuciosamente no sentido de identificar a causa da mesma, que pode estar na parede das aterias de suplência da circulação cerebral como as artérias carótidas e vertebrais extra e intracranianas, ou nos ramos destas, na forma de estenoses vasculares por placas ateromatosas em diferentes estágios evolutivos, com ou sem erosões (placas ulceradas), com ou sem trombos de diferentes naturezas, ou até de obstruções completas do vaso. Temos que lembrar, ainda, que podem não existirem lesões nos vasos referidos , quando a causa é uma embolia de lesões à distância , ou por trombos de origem cardíaca.

A investigação complementar de imagem é de absoluta necessidade para o diagnóstico, incluindo o estudo por ecodopler transcraniano, o ecodopler dos vasos do pescoço (carótidas e vertebrais) e o estudo extra e intracraniano por angiografia digital com subtração óssea, por cateterismo, associado ao estudo da placa por ultrason intravascular. Os infartos lacunares por excelência são investigados pela Ressonância Magnética Nuclear do encéfalo quanto a sua presença, não excluindo a necessidade das demais investigações.Também é necessária a verificação da concomitância ou não de cardiopatias tromboembolizantes.

A base do tratamento clinico está no uso de antiadesivos plaquetários além da proteção ao endotélio, da manutenção de níveis adequados das gorduras de origem animal ou vegetal no sangue, e da redução a apoptose neuronal.

As estenoses vasculares sintomáticas, com placas ulceradas ou críticas, extra ou intracraneanas podem ser tratadas por via intravascular com angioplastia e colocação de stent, que restauram a luz do vaso e do fluxo sanguíneo facilitando a recuperação do paciente e a prevenção de episódios futuros.

Sem dúvida a conduta adequada à cada caso só pode ser estabelecida após uma avaliação completa e minuciosa, quando todas as alternativas de tratamento são também consideradas.
 

Artigo publicado na:
Emfoco Saúde